Quem decide?
o Banco Central do Chile ou a Reserva Federal
DOI:
https://doi.org/10.11565/oe.vi110.121Palavras-chave:
economia chilena, Banco Central do Chile, Reserva Federal dos EUAResumo
Um dos pilares econômicos do modelo chileno é a suposta independência de seu Banco Central. Com seu edifício em forma de cofre, o Banco Central assegura aos chilenos que a política monetária será autônoma em relação às pressões políticas e que implementará as políticas necessárias para manter contidas as pressões inflacionárias. No entanto, essa autonomia estaria posta em xeque por um fenômeno global que vem marcando o desenvolvimento econômico e financeiro de muitos países após a crise internacional de 2008: os Estados Unidos implementaram uma política monetária agressiva (QE) que quadruplicou a oferta de dólares no mundo, isto é, passou de 1 trilhão para 4,5 trilhões. Em outras palavras, 60% da liquidez internacional, da qual também dependem os bancos chilenos, é controlada sem contrapeso pelo Fed, o Banco Central daquele país. Nesse contexto, pode um banco central de uma pequena economia emergente controlar a liquidez do sistema bancário nacional e alcançar seus objetivos em termos de inflação? Continuar lendo...
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